Eu sonhei,
Que tiravam meu ar, venenosa inspiração
Que em meu ouvido sussurravam coisas que antigas divindades desconhecem.
E em meu rosto minúsculas verdades e fragmentos de ilusões eram jogados, como grãos de areia e terra preta.
Senti calor, infernal calor queimando meus olhos, cegos olhos que tapados nada viam.
Foi quando minha forma se desmaterializou, misturando-se a escura e salgada água que antes espirrava em meus pés
Sonhei com gritos, despedidas,
aflição e um peixe dourado.
Um peixinho dourado que por mim nadava, em minha água fria, por ondinhas e correnteza, livre e sem pressa. Assim, juntando seus quase inexistentes sonhos com minhas prepotentes dúvidas.
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