Como uma tarde comum, eu estava sem nada para fazer. Percebi que Carolina já cochilava no meio de tantas histórias e observações que eu fazia.
Resolvi levantar e fazer um café, mas no caminho achei uma pequena caixa na qual ela guardava coisas antigas e secretas.
Achando um apito preto de listras verdes, gritei de onde estava "Carooliiina, essas coisas aqui ainda pressstam ?!" Ela gritou alguma coisa de volta, mas eu não consegui identificar o que foi.
Carolina então começou a olhar para as coisas escritas na parede (*). Sem avisar, uma ovelha (*) se aproximou das palavras e começou a falar "quem somos? de onde viemos? para onde vamos? qual o sentido da vida?". A ovelha estava tão concentrada em suas passagens filosóficas que nem percebeu a terrível aproximação de uma quadrilha de palhaços.
Antes que Carolina pudesse alertar a ovelha do perigo, os palhaços foram detidos em uma teia criada por um sujeito em um traje vermelho e azul.
Na parede ao lado, diversas bandas se aproximavam para que o parecia um festival, mas antes que pudessem começar a tocar, todos desapareceram, instantes antes de eu voltar ao quarto.
Foi o que a Carolina disse, enquanto bebia o café.
Nota 1 (*)- No meu quarto, há palavras escritas nas paredes e imagens coladas.
Nota 2 (*)- A ovelha filósofa é um personagem que eu (Carolina) inventei.
Texto escrito por Alan Mussoi.
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