13 de agosto de 2010

Passou da hora

São seis horas da tarde e algo em mim arde
Todos os pensamentos fogem e meus olhos não tomam direção
Mordendo a ponta do lápis, sinto às vezes um palpite no coração.

Com os cinco sentidos ativos, acho que preciso de um sedativo
De rimas prontas e idiotas, é tudo o que eu consigo produzir nesse instante agora.
A verdade é que me prendo aos meus pecados, quando penso em escrever predicados 


Minha mente vazia, que nada fazia, agora se enche de coisas
Meu corpo fechado, agora se abre
Eu não sei o que dizer, e a novidade é que igualmente não sei o que fazer


Uma certa liberdade poética me diz que tudo que quero posso inventar, até se isso possa me matar
o ventilador roda e não ventila nem metade da minha necessidade, e enquanto derreto meu cérebro com a tentativa de concluir
A idéia acaba de fugir.


Com um céu de estrelas penso em me deparar, enquanto a madeira de cima tira meu ar
A porta aberta me dá opção, de sair da luz e correr para a escuridão,
ou talvez o contrário, o que tanto faz, porque ambos são solitários  







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