13 de março de 2010

Quando chega a noite, e me abandonam sozinha com meus pensamentos, acho que é a parte mais perigosa do meu dia.
Eu sinto uma solidão profunda, que me parece incurável, sinto como se fosse embora, não fisicamente ou psicologicamente, sei lá, como uma vela que queima por toda a madrugada.
Quando ando pela rua, e sinto pessoas por perto, tento não pensar no que elas estão pensando, no que elas estão sentindo, no que viveram e ainda vão viver, tento não fantasiar sobre nada disso, caso contrário, acho que a loucura vai conseguir me levar de vez. Isso tudo seria uma solidão tão profunda assim ?
           Não gosto disso, nem um pouco.
Mas agora eu não tenho do que reclamar, talvez nem devesse reclamar em hora nenhuma sobre solidão. As pessoas fazem opção, não ? Eu fiz uma, posso dizer que foi involuntária, mas fiz. Ser calada, reservada quase sempre me faz ser alguém, querendo ou não isolado de certas coisas, no fundo eu não faço questão do que consideram sociavelmente certo. Sou volúvel,  e quando tiver oportunidade de jogar contra os espelhos que sou sozinha, vou fazer isso sim, mas ... Nem tudo o que digo são profundas e definitivas verdades, depende do meu momento de sensatez.



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