25 de julho de 2010
3 anos de casamento ao amanhecer.
Eles desperdiçavam latim tentando chegar a conclusão de que não chegavam a conclusão nenhuma.Se olhavam e já perdiam a paciência por isso. Ele sentia falta daquele doce primeiro olhar que ela fazia quase sempre, sentia falta do carinho que só ela sabia fazer, seu corpo havia mudado, não fisicamente, mas mudado de idioma, não falavam a mesma língua há muito tempo.
Ele a queria, durante a noite quando o cheiro de frutas do perfume dela voava livre pelo quarto, seu corpo era cheio de sinais que o confundiam da cabeça aos pés...
Na cabeça viajante dela, a cada movimento que ele fazia, ela rezava para que fosse um afago em seu rosto sem gosto.
Ela amava aquele cabelo enrolado molhando que caia pelo rosto escorrendo água, amava o tom dos olhos dele, quase escondidos por uma grossa sobrancelha.
Era uma jogo de pique-esconde, um forjava o desinteressar e o outro afirmava tal ato.
A verdade é que sentiam a ausência da matéria de cada um, faltava assunto, faltava amizade e cumplicidade, faltava tudo, menos um possível amor.
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